 A defesa dos interesses da indústria no Congresso é feita sempre “de forma construtiva, clara e aberta”, garantiu o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, ao abrir nesta quarta-feira, 03.02, o Seminário Redindústria, que vai selecionar os projetos de interesse do setor em tramitação no Congresso que integrarão a Agenda Legislativa da Indústria 2010.
Do Rio Grande do Norte participam do evento os assessores especiais da
presidência Américo Godeiro e Marcus Guedes que contribuirão para
formar o documento que será a 15ª edição da Agenda Legislativa. Na
avaliação de Monteiro Neto, “constitui hoje instrumento fundamental
para o diálogo sistemático e transparente com o Congresso Nacional e
com a sociedade”. Segundo ele, a Agenda Legislativa “se confunde com a
agenda do país, na medida em que propõe inovações legislativas que
induzem a modernização, a competitividade e a expansão da indústria
brasileira e contribui para o desenvolvimento econômico e social”.
A Agenda Legislativa de 2009 contemplou 119 projetos, dos quais 13
integraram a chamada Pauta Mínima, pelo alto impacto deles no ambiente
de negócios do país. O presidente do Conselho Temático de Assuntos
Legislativos da CNI, Robson Andrade, que preside a Federação das
Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) e também participou da
abertura do seminário, estima que a Agenda deste ano, a ser divulgada oficialmente em 31 de março próximo, terá uma quantidade semelhante de projetos.
Robson Andrade fez um rápido balanço da atuação da CNI no Congresso na
legislatura passada. Destacou a participação da entidade na aprovação
da Lei 11.993, que alterou o prazo de recolhimento dos impostos, da Lei
11.941, que estabeleceu novo parcelamento de débitos tributários, e da
Lei 11.977, que criou o programa Minha Casa, Minha Vida.
Informou que dos 119 projetos da Agenda Legislativa de 2009, 73 deles,
correspondendo a mais de 60%, registraram movimentação no Congresso,
de mérito ou processual. “É um percentual significativo”, completou.
O presidente do Conselho de Assuntos Legislativos da CNI enfatizou
ainda ter sido decisiva a atuação da entidade, com a mobilização de
cerca de 700 lideranças empresariais na Câmara dos Deputados, para
alertar a sociedade dos riscos à competitividade das empresas da
redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
Participaram ainda da abertura do seminário, que se estende até esta
quinta-feira, 04.02, na CNI, os deputados Antonio Carlos Magalhães Neto
(DEM-BA), Eduardo Vignatti (PT-SC) e o senador Tasso Jereissati
(PT-CE), além do cientista político Amaury de Souza. |