SESI-RN forma Brigada de Proteção Psicológica Escolar na Rede SESI de Ensino

10/11/2025   15h30

 

Com o objetivo de preparar as equipes escolares para acolher e enfrentar situações relacionadas à saúde mental, o Serviço Social da Indústria do Rio Grande do Norte (SESI-RN) concluiu os módulos presenciais do treinamento da Brigada de Proteção Psicológica Escolar nas unidades de Mossoró, Macau e São Gonçalo do Amarante. A ação integra o projeto selecionado pelo edital nacional Conexão SESI 2025, com apoio do Conselho Nacional do SESI.

 

A iniciativa visa capacitar educadores para atuarem como brigadistas de emergência psicossocial, aptos a reconhecer sinais de sofrimento mental, realizar acolhimento inicial e direcionar o estudante ou colaborador ao atendimento especializado quando necessário. Ao todo, 34 brigadistas foram formados, sendo 15 profissionais em São Gonçalo do Amarante; 11, em Mossoró; e 8, em Macau.

 

A formação foi conduzida pelo enfermeiro e professor Luis Fernando Pires, convidado por meio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL-RN), com conteúdo estruturado em quatro encontros, totalizando 30 horas de capacitação, com acesso a material didático e atividades práticas.

 

Na etapa final, as equipes participaram de uma simulação de manejo de emergência psicossocial, reproduzindo a condução de um episódio de crise no ambiente escolar como forma de preparar os brigadistas para uma situação real de sofrimento mental na escola.

 

“O brigadista é um educador sensibilizado para realizar o primeiro acolhimento, identificando sinais de ansiedade, depressão e outras situações que exigem cuidado, e encaminhar para o acompanhamento especializado”, destacou Luis Fernando.

 

A ação está alinhada ao programa nacional “Brigada de Emergência Psicossocial”, que capacita trabalhadores para atuarem em situações de emergência psicossocial nos ambientes de trabalho. A proposta visa reduzir a exposição a crises emocionais e promover ambientes mais saudáveis, oferecendo apoio pontual e humanizado, sem caráter clínico ou diagnóstico.

 

A superintendente regional do SESI-RN, Danielle Mafra, destaca que a instituição entendeu a necessidade de intervir e colaborar com a comunidade escolar nos programas voltados aos problemas de saúde mental. “Essa é uma iniciativa de um projeto que foi feito em parceria com o Conselho Nacional do SESI e teve todo envolvimento da comunidade escolar e da gerência de Saúde e Segurança no Trabalho”, disse.

 

“Estamos muito felizes porque, além desse produto chegar nas nossas escolas, muito brevemente vai ser ofertado para as indústrias do RN. A Brigada de Emergência Psicossocial pode colaborar com o progresso da saúde mental na indústria, na escola e em ambientes corporativos”, concluiu Mafra.

 

 

A coordenadora de SST do SESI-RN, Rayanne Araújo, reforça que o foco do treinamento é a prevenção e o acolhimento inicial. “A brigada não substitui o atendimento especializado, mas é um ponto de apoio essencial dentro da escola. São profissionais preparados para ouvir, acolher e encaminhar da forma correta. Esse cuidado inicial muitas vezes é o que faz diferença para que situações de risco não se agravem”, afirmou.

 

Preparação

 

A Brigada de Proteção Psicológica Escolar tem como público de referência toda a comunidade escolar, incluindo estudantes, professores, colaboradores, pais e responsáveis, explica o enfermeiro. O objetivo é promover um ambiente que favoreça o bem-estar, prevenindo situações de risco e fortalecendo a cultura de cuidado mútuo.

 

Antes do início do projeto, a comunidade escolar passou por um momento de explicação do projeto, o que ajudou a gerar engajamento de pais e alunos na iniciativa. O enfermeiro e professor Luis Fernando Pires explica ainda que os brigadistas estão sendo treinados para identificar as diferentes demandas de acolhimento para adultos, crianças, pré-adolescentes e adolescentes.

 

“Para a escola, nós fizemos uma adaptação para o ambiente, entendendo o diagnóstico situacional de cada escola para lidar com a demanda de crianças, pré-adolescentes e adolescentes. Então, tentamos abraçar essas demandas variáveis”, comentou.

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