Projeto ‘Mulheres que escrevem para formar leitores’ mobiliza estudantes da SESI Escola São Gonçalo

7/04/2026   13h26

 

Estudantes dos 8º e 9º anos da SESI Escola São Gonçalo do Amarante participaram de um projeto para estimular o interesse pela literatura. O projeto, denominado “LitArt: mulheres que escrevem para formar leitores”, desenvolvido em março — mês no qual se comemora o Dia Internacional da Mulher —, foi idealizado pela professora de Linguagens Kemila Bichara, pela bibliotecária Jéssica Martins e pela analista administrativa Francineide Dias, promovendo o protagonismo estudantil dos próprios estudantes, que atuaram como curadores e mediadores culturais, ressaltando a produção feminina na formação de novos leitores.

 

 

A proposta pedagógica foi planejada para contemplar diferentes fases do desenvolvimento juvenil. No 8º ano, o foco esteve em linguagens mais acessíveis e em temas do cotidiano, explorando o mistério nas obras de Ilana Casoy, a fantasia de Heloisa Prieto e as questões de identidade presentes na escrita de Sônia Rosa.

 

Já os estudantes do 9º ano mergulharam em contextos históricos e reflexivos mais densos, analisando o legado de autoras como Mary Shelley, Lya Luft e Florbela Espanca.

 

O engajamento dos alunos foi um dos destaques do projeto. A aluna Laura Mafra compartilhou a experiência vivenciada por seu grupo ao trabalhar com a obra de Paula Pimenta. “Eu gostei muito, porque já conhecia a autora por suas temáticas voltadas ao universo adolescente, mas o melhor foi compartilhar com aqueles que ainda não conheciam suas obras. Algumas colegas conheciam apenas as adaptações dos filmes, e foi interessante descobrirem que as histórias nasceram nos livros”, disse.

 

O grupo utilizou músicas relacionadas a trechos das obras, tornando a apresentação mais interativa e sensorial. Os alunos que se dedicaram à autora Ruth Rocha também vivenciaram um processo marcante de descoberta. Durante a pesquisa, o aluno Cauã Lázaro destacou: “A gente ficou muito surpreso com o tamanho do reconhecimento da escritora Ruth Rocha e com a importância dela para a literatura infantojuvenil.”

 

Ele também evidenciou o caráter transformador da autora: “A gente percebeu que ela mudou a forma de escrever para crianças, tratando as como leitoras críticas e inteligentes.” Sobre a trajetória da escritora, acrescentou: “Ela tem mais de 50 anos de carreira, cerca de 200 livros publicados e é uma das autoras mais premiadas do país.” “Ruth Rocha já ganhou oito Prêmios Jabuti, além de reconhecimentos da Academia Brasileira de Letras e da Ordem do Mérito Cultural.”

 

O aluno ressaltou o impacto da obra para a cultura nacional: “O livro ‘Marcelo, Marmelo, Martelo’ vende até hoje, e isso fez a gente entender como a obra dela continua influente na cultura brasileira.”

 

As apresentações ocorreram durante as aulas de Língua Portuguesa, momento em que cada grupo expôs suas pesquisas para avaliadores e recebeu a visita de outras turmas. A dinâmica exigiu domínio de aspectos como biografia das autoras, análise temática e características de escrita. A criatividade também se destacou, especialmente na organização de estandes interativos, que transformaram o ambiente em um espaço vivo de troca e experimentação.

 

Os trabalhos selecionados foram expostos na Biblioteca Escolar Álvaro Coutinho da Motta. A ação despertou o interesse de estudantes de outras séries, que passaram a buscar mais informações sobre as autoras e suas obras.

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