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Iniciação científica avança com organização de grupos de pesquisa nas escolas do SESI no RN

Publicado em 18/08/2026

As escolas do SESI no Rio Grande do Norte avançam na organização dos grupos de pesquisa que integram a proposta de Iniciação Científica Pré-universitária (ICP), iniciativa do Departamento Nacional do SESI que passou a ser estruturada institucionalmente. O movimento representa um novo estágio da proposta iniciada em março deste ano, que tem um dos eixos na Trilha Jovem Cientista, e busca ampliar o protagonismo dos estudantes no desenvolvimento de pesquisas, projetos e protótipos.

A implementação ocorre a partir da organização dos professores e da estruturação dos grupos de pesquisa nas unidades. De acordo com o professor Mateus Zeca, da SESI Escola São Gonçalo do Amarante, o projeto já teve a proposta encaminhada ao Departamento Nacional e recebeu aderência pedagógica. O trabalho agora está concentrado na organização dos educadores e na estruturação da participação dos estudantes do 8 ano do ensino fundamento até a 3ª sério do ensino médio.

“Esse é um projeto que é uma iniciativa do DN, que é a iniciação científica pré-universitária e passa a ser institucionalizada. A ideia é estimular a criatividade dos jovens, dar continuidade aos projetos que iniciam do oitavo e vão até a segunda, terceira série, que casa diretamente com a nossa proposta pedagógica, que é a educação, o aluno tendo o papel ativo”, explica o professor.

Estudante como protagonista da pesquisa

A proposta busca integrar os conhecimentos trabalhados em sala de aula a atividades de pesquisa e extensão, permitindo que os alunos participem ativamente da construção de ideias e projetos. Na avaliação de Mateus Zeca, a iniciativa está alinhada à proposta pedagógica da escola ao ampliar o espaço para que os estudantes investiguem, desenvolvam ideias e transformem conhecimentos em projetos.

“A ideia é ter o aluno de maneira mais ativa no processo de ensino-aprendizagem, que ele não seja apenas uma ferramenta, uma tábua rasa, ali, em que o professor vai depositando informações, mas que o aluno esteja mais ativamente participando desse processo, que ele pesquise fontes, que ele aprenda a desenvolver a ideia”, afirma.

O desenvolvimento científico, no entanto, não é uma experiência nova nas escolas do SESI-RN. Segundo o professor, unidades como São Gonçalo do Amarante, Mossoró e Macau já desenvolvem atividades relacionadas à pesquisa, especialmente a partir dos itinerários formativos. A nova iniciativa busca organizar essas experiências dentro de uma ampliação da estrutura de iniciação científica para proporcionar cada vez mais oportunidades nesta área.

Continuidade dos projetos

Um dos objetivos centrais da ICP é evitar que projetos desenvolvidos pelos estudantes sejam interrompidos ao final de cada ciclo. A experiência com a robótica é citada pelo professor como exemplo de projetos que podem perder continuidade diante das demandas de novas temporadas.

“Porque a ideia da ICP é dar continuidade ao projeto. Porque a gente tem muitos e muitos projetos na robótica, mas a cada temporada perde-se aquele projeto, a gente descontinua, devido às demandas dos projetos corriqueiros das outras temporadas”, observa.

A proposta é que o estudante possa iniciar uma pesquisa nos anos escolares indicados pelo programa e avançar com seu desenvolvimento ao longo das séries seguintes. A continuidade deverá permitir que uma ideia seja pesquisada, aprimorada e transformada em projeto ou protótipo, acompanhando a trajetória escolar do aluno.

Da pesquisa às feiras científicas

Os itinerários formativos já proporcionam experiências em que os estudantes desenvolvem pesquisas, ideias, projetos e protótipos. Com a organização da ICP, essas experiências passam a integrar uma proposta mais estruturada de iniciação científica.

O professor destaca que os trabalhos desenvolvidos pelos alunos podem chegar a espaços de divulgação científica dos quais a Rede SESI já participa. Entre eles estão a Feira Nacional de Iniciação Científica (FENIC), a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE) e a Mostra Tech.

A participação nesses eventos é apresentada como parte da perspectiva de desenvolvimento dos projetos, permitindo aos estudantes apresentar os resultados de suas pesquisas e ampliar a visibilidade da produção científica desenvolvida nas escolas.

Pesquisa com perspectiva de aplicação

Para Mateus Zeca, a estruturação da iniciação científica também amplia a possibilidade de que o conhecimento produzido pelos estudantes resulte em projetos com aplicação para a sociedade. A perspectiva está relacionada à própria visão institucional do SESI de desenvolver iniciativas que possam retornar à sociedade.

“A gente tem muito poder de gerar conhecimento, de gerar produtos para a sociedade, essa visão institucional que o SESI tem, assim como seu valor, concebido como instituição, que é devolver à sociedade. Então, um projeto como esse, os alunos vão desenvolver projetos, vão criar protótipos e devolver para a sociedade”, afirma.

O professor também vê possibilidade de uma aproximação futura entre os projetos de iniciação científica e demandas relacionadas à indústria. Ele cita experiências já desenvolvidas no âmbito do SESI-RN como referência para essa perspectiva.

A organização dos grupos de pesquisa marca, assim, uma nova etapa da implantação da Iniciação Científica Pré-universitária na Rede SESI. A proposta é consolidar um espaço para que os estudantes desenvolvam pesquisas e projetos com maior continuidade, desde os primeiros anos de participação até as etapas seguintes da trajetória escolar.

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