SESI e SENAI aceleram o desenvolvimento do Brasil

5/11/2020   11h49
Eventos como o Festival SESI de Robótica mostram a contribuição transversal do Sistema Indústria em educação, formação e inovação, entre outras áreas
Eventos como o Festival SESI de Robótica mostram a contribuição transversal do Sistema Indústria em educação, formação e inovação, entre outras áreas

 

Ariel, Arthur e Rayane, três estudantes gaúchos do ensino médio, receberam medalha de bronze na Olimpíada Internacional de Matemática da Ásia em setembro. Também há poucas semanas, o baiano João Melo, 21 anos, conquistou uma bolsa de estudos no Bard College Conservatory of Music, em Nova York, uma das mais renomadas escolas do mundo.

 

Do Rio de Janeiro, Leonardo Rodrigues, aos 25 anos, tem no currículo o título de melhor joalheiro do mundo, conquistado em 2015, é dono de sua própria marca e persegue o objetivo de levar seu trabalho para a maior festa do cinema mundial. “Minha próxima meta é ter a Meryl Streep usando uma joia minha numa cerimônia de premiação do Oscar”, conta.

 

Esses cinco jovens representam um pouco do que todos queremos para o Brasil: um país moderno, inovador e bem sucedido. Um país com histórias de superação, de garra e que gera oportunidades para o futuro. O que o Ariel, o Arthur, a Rayane, o João e o Leonardo têm em comum é que todos estudaram no Serviço Social da Indústria (SESI) ou no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).

 

Há mais de sete décadas, as duas instituições atuam para que o futuro do Brasil seja cada vez mais promissor, como destaca o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade. “Não há um único grande empreendimento implantado no Brasil nos últimos 70 anos que não tenha utilizado e se beneficiado dos serviços oferecidos pelo SESI e pelo SENAI. As duas instituições têm atuado em favor da qualificação da mão de obra, da produtividade e da competitividade da indústria, bem como da saúde, da segurança e da qualidade de vida de trabalhadores de todo o país”.

 

O SESI tem mais de 600 unidades em todo o Brasil

 

Inovação para crescer

O SENAI é um dos cinco maiores complexos de educação profissional do mundo e o maior da América Latina. Desde que foi criado, em 1942, já formou mais de 78 milhões de trabalhadores para 28 áreas da indústria brasileira em cursos que vão da iniciação profissional até a graduação e pós-graduação tecnológica. Só em 2019, foram 2,3 milhões de novas matrículas.

 

Essa contribuição tem tido reconhecimentos importantes no exterior. A Organização das Nações Unidas (ONU) apontou o SENAI como uma das três instituições mais importantes para o alcance do objetivo de assegurar educação de qualidade entre os países do Hemisfério Sul. Já a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) elogiou a metodologia do SENAI para manter seus cursos atualizados com as necessidades do mercado.

 

Além da formação de profissionais, o SENAI tem se destacado cada vez mais em outra área. A instituição tem feito o maior investimento em inovação, de maneira articulada, da história do país: R$ 3 bilhões, com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Essa linha permitiu estruturar uma rede nacional com 27 Institutos de Inovação, que realizam pesquisa tecnológica e desenvolvem novos produtos e soluções em parceria com empresas de todos os portes.

 

Há, ainda, 60 Institutos de Tecnologia com 1.200 especialistas que prestam serviços em áreas como metrologia, testes de qualidade e consultoria em processos produtivos específicos de diferentes setores.

 

O SENAI também estimula a inovação ao financiar projetos por meio da Plataforma Inovação para a Indústria, antes conhecida como Edital de Inovação para a Indústria. Desde que foi criada, em 2004, a iniciativa já selecionou mais de mil projetos inovadores, nos quais foram investidos mais de R$ 711 milhões.

 

Um desses projetos foi o de Neto Porto, em Campina Grande (PB). Com a ajuda do SENAI e do SESI, ele começou, do zero, a produção de pneus de carrinho de mão que não furam. Acostumado a trabalhar com diferentes materiais reciclados, foi com a ajuda da tecnologia do Sistema Indústria que ele ampliou os negócios ao criar um produto único no mercado. “No SENAI, eles criaram equipamentos específicos para testes do pneu de carga, vulcanização, rodagem e torção de eixo. Desenvolveram protótipos incríveis para o desenvolvimento em laboratório”, conta Neto.

 

O projeto de Neto Porto, da Paraíba, conseguiu produzir pneus de carrinho de mão a prova de prego nas obras

 

Educação de ponta

O desenvolvimento de uma educação de excelência voltada para o mundo do trabalho e o aumento da produtividade pela oferta de soluções integradas em segurança e saúde para empresas são os principais desafios do Serviço Social da Indústria (SESI).

 

A instituição possui, atualmente, 642 unidades fixas, sendo 526 escolas e 116 unidades de vida saudável, além de 518 unidades móveis. Apenas em 2019, foi quase 1 milhão de matrículas em educação básica e continuada.

 

Projetos muito bem sucedidos, como o de robótica, mobilizam dezenas de milhares de estudantes em todo o Brasil e possibilitam grandes transformações nas vidas dos alunos. Desde 2006, o SESI conta com a robótica educacional em sala de aula e, desde 2013, promove torneios regionais e nacionais.

 

“Os alunos que participam da robótica ficam muito mais preparados para o mercado de trabalho, aprendem a lidar com projetos, a discutir, a falar e a trabalhar em equipe. Isso transforma a vida deles e é extremamente importante para a construção de um país com mais tecnologia e riqueza”, explica Paulo Mól, diretor de operações do SESI.

 

Além de uma grande rede de ensino, o SESI conta, ainda, com nove centros de inovação que desenvolvem soluções em Saúde e Segurança no Trabalho (SST) com alto valor agregado para atender às necessidades da indústria brasileira. As unidades de pesquisa aplicada tratam de tecnologia para a saúde, higiene ocupacional, fatores psicossociais e longevidade, entre outros.

 

Dentre as tecnologias desenvolvidas há, por exemplo, aplicativos para monitorar o estresse do trabalhador, plantas que reduzem a quantidade de formol no ar das indústrias e softwares que mapeiam riscos em ambientes de trabalho antes mesmo de uma planta industrial sair do papel.

 

Da Agência CNI de Notícias

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